sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Pedalboard 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Rolling Stones - 5 guitar covers and solos - minha abordagem

Minha abordagem ao tocar estes 5 clássicos.
Led Zeppelin - 21 guitar covers and solos - minha abordagem !

Heartbreaker - Guitar Cover
Hot Dog - Guitar Solo
Hots On For Nowhere - Guitar Cover
Living Loving She´s Just a Woman - Guitar Solo
Moby Dick - Guitar Cover
Over the Hills and Far Away - Guitar Solo
Ozone Baby - Guitar Solo
Tangerine - Guitar Slide Solo
Ten Years Gone - Guitar Solo
Thank You - Guitar Solo
The Rover - Guitar Solo
The Lemon Song - Guitar Solo
The Ocean - Guitar Solo
Travelling Riverside Blues - Guitar Solo
What Is and What Should Never Be - Guitar Slide Solo
Whole Lotta Love - Guitar Solo
sábado, 3 de janeiro de 2015
Usando o Guitar Rig 5 pela primeira vez para algumas gravações domésticas...
Excelente tanto pra estudo como para algumas gravações.
Obviamente uma boa placa de som e um bom PC seriam desejáveis, mas como não tenho lá um equipamento de primeira (além de não ser um "fuçador" nato em se tratando de computadores), consegui algum resultado que até deu pro gasto...
A primeira tentativa gravei um tema do Yes: "Starship Trooper" (do "Yes Album" de 1971) - usando uma simulação de amp Soldano com um tuber screamer bem sutil, quase clean...
O segundo tema tentei um clássico do The Police: Message in a Bottle - usando um preset que dizia emular o som do Andy Summers nessa canção e fiquei bem impressionado com a aproximação do timbre e efeitos...
domingo, 29 de junho de 2014
Pedalboard 2014 - de volta à praticidade…
Desenterrei meu antigo pedalboard “caseiro” que eu construí há 10 anos atrás, (em 2004, para acomodar à época alguns poucos pedais que eu usava - um wah, um drive e um delay) para a nova empreitada de 2014.
Enxuguei um pouco meu atual e pesado pedalboard de 80x40cm que me acompanhou nos últimos 5 anos e reformulei algumas abordagens de uso dos pedais. Além de ampliar a gama de timbragens, passei a contar com um uso prático para que eu possa utilizar os pedais de forma confortável e eficiente quando não estiver usando meu próprio amplificador. Isto ainda traz a vantagem adicional de carregar menos peso e ocupar menos espaço no transporte e no palco - o antigo board tem apenas 50x40cm.
Isso só foi possível com um uso melhor do distortion da Wampler “Plextortion”. Ele estava sendo quase subutilizado no antigo esquema, já que não tive oportunidade de timbrar o pedal pro repertório da banda cover quando ainda na ativa. Agora, fiz alguns testes e o deixei para fazer o papel do meu drive principal quando não estiver usando o meu amp. Com isso, o TS-9 fica como seu boost. Passo a usar o TS-9 nessas condições como uma alternativa também de um drive leve, alternando com o plextortion numa mesma música. O Wampler sendo boostado obtém um lindo sustain para solos e leads e tenho isso na manga mesmo quando estiver usando meu amplificador - agora com mais gamas de timbres, alternando com o drive do amp.
Meu velho pedalboard “handmade” revestido de carpete (forração) é absurdamente forte e protege os pedais acho que até de um atropelamento! (rs). Retomei uma pequenina e confiável fonte de 500mA para ganhar espaço e criei uma grade no fundo do board elevando um pouquinho os pedais. Assim, os cabinhos de som e fios de força podem passar por debaixo dessa grade, diminuindo um pouco o caos que fica numa situação onde os pedais ficam todos bem próximos.
Minha cadeia de pedais continua praticamente na mesma sequência:
Guitarra ► Vox Wah-wah - Afinador Korg Pitchblack - MXR Phase 90 - Vintage Tremolo Big Effects - MXR Flanger EVH - Boss DD-3 Delay - Ibanez TS-9 - Voodoo Lab Superfuzz - Wampler Plextortion ► Amp
No esquema que vinha usando nos últimos anos, meu fuzz acabava sendo usado mais como um “drive setentista com leve sabor de fuzz” do que como um fuzz clássico. Nesse novo esquema, passo a deixá-lo mais como fuzz mesmo (também sendo boostado pelo TS-9 quando necessário). Isso não me impediu de ter as antigas opções, só ganhei novas e melhores alternativas e sons bem mais interessantes.
No meio dessa readaptação do board, recebi um sensacional presente do meu amigo Big Louis da Big Effects - um Vintage Tremolo, que não só será usado como tal, mas também como um boost clean quando estiver com os knobs de “Speed” e “Depth” zerados. Com isso, ganhei mais uma opção que não contava antes, principalmente em situações onde posso dar um “up” no som clean. Ele coube milimetricamente no agora apertadíssimo espaço que disponho no board, e só foi possível porquê o pedal é do padrão dos “mini pedais”, extremamente práticos e muito bonito por sinal.
(Clique AQUI ou na imagem abaixo para ir ao vídeo de SAMPLES que gravei desse pedal)
Por último, uma coisa que sempre utilizei pouquíssimo foi o delay com a função de pequena ambiência em solos - aquele delayzinho beeem de leve que a maioria adora usar. Ao vivo, com a banda de rock clássico, nunca uso dessa forma! Gosto dos solos com som mais 70’s style. Acho que utilizei assim somente em pequenas situações quando gravei qualquer coisa - e até isso foi raro já que o normal e mais cômodo é acrescentar ambiência após feita a gravação. Meu uso de delay, pra quem já me conhece, é sempre aonde eles são extravagantes, determinantes mesmo, aonde são partes cruciais (coisas como U2 ou Pink Floyds da vida, tipo “Run Like Hell”, aonde ele faz parte do riff, ou em arranjos que costumo montar).
Agora, nessa leva de ampliar possibilidades com os mesmos pedais, abri esse leque que permite acrescentar esse uso do delay - meio longo e com pouco volume e feedback - para alguns solos.
Se eu conseguir, pretendo gravar algumas amostras de som, mas sabe Deus quando rs…
Foto do Board atual:
Abraços!
Marcos “Lelo” Craveiro
terça-feira, 6 de maio de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
E por falar em cover… (parte 2): tirando proveito de canções conhecidas para apurar seu jeito de tocar.
Minha maneira de estudar um pouco é tentar reproduzir arranjos e solos de músicas que gosto com certa fidelidade. Consigo assim, aperfeiçoar minha percepção musical (ouvido), ampliar meu vocabulário de licks, de shapes diferentes e técnicas, como a forma de palhetar, de abafar as cordas necessárias, o uso de slide, two hands, etc.
A resolução do arranjo passa às vezes por sacar uma afinação alternativa, o uso de um capotraste, uma maneira diferente de pensar em pestanas como se estivesse em uma afinação aberta, o uso eficiente de cordas soltas em conjunto com algum riff ou mesmo o uso do polegar da mão esquerda para liberar mais opções, entre tantas outras coisas.
Em boa parte do tempo, gosto da ideia de tentar aproximar bem o resultado das escolhas do guitarrista original em relação não só à região do braço da guitarra, como também da sua “pegada”. Isso me obriga a focar não só a minha mão esquerda (digitação - como acho que a maioria acaba fazendo), mas melhora muito o trabalho da mão direita (ritmo, palhetada, dinâmica).
Aproximar o arranjo também te dá, por exemplo, o ponto certo de como usar um slide, entender o esforço dele sobre as cordas e o ponto correto para que afine, e somado a isso, entender como abafar as cordas que não devem soar a mais, ou onde se empenhar num vibrato, ou descobrir uma maneira melhor de percorrer o braço de forma fluída.
Você pode até usar o pedal de drive ou o amplificador parecido com o que você está tentando emular, ou mesmo a guitarra parecida, mas o que fará o resultado aparecer com mais eficiência por vezes será sua palhetada - o jeito, o esforço, mudança de ângulo, mudança da região das cordas, tudo contribui para tirar um som melhor, e focando a maneira de compreender como foi feito na canção original, você acaba por estudar sem perceber que assim o estava fazendo - além de ter um parâmetro para saber se está conseguindo obter sucesso no resultado. Você por vezes tem a leve impressão que mudou o estilo de soar do captador apenas mudando sua técnica de palhetar. Certamente você já escutou essa frase: “ timbre está na mão do guitarrista.“ Isso faz parte.
Por fim, o resultado, da mesma forma, está diretamente ligado no “ouvir e gostar da melodia” (e manter conexão emocional com a canção) pois isso atinge mais o ouvinte (e a você mesmo) do que a parte “circense” dos solos (que, claro, pode ter seus momentos, mas vira truque velho em pouco tempo). Se você imagina obter o interesse de quem escuta sua performance de forma mais duradoura, esse “detalhe” importantíssimo o ajudará a deixar a técnica somente a serviço e auxílio da sua forma de expressão, sem colocar o “carro na frente dos bois”.
Os vídeos (do VIMEO) que compartilho a seguir, se não puderem passar uma parte da intenção em palhetar (a qualidade dos videos talvez não seja suficiente) tem pelo menos a minha tentativa em focar nos shapes e região do braço que consegui compreender dos arranjos originais, assim como alguns macetes que tento descrever abaixo que colaboram bastante no resultado.
Bem, façam proveito…
1- “Good Times Bad Times” (Led Zeppelin)
Musica de abertura do primeiro álbum do Zepp. Duas coisas chamaram minha atenção: os 3 acordes do refrão (que na versão original se dividem com uma segunda guitarra que faz um trabalho diferente da primeira, dando às vezes impressão de serem apenas dois acordes, e por isso podem passar batido!) e também os 3 pequenos solos onde em dois deles Page abusa dos bends de 1 tom e 1 tom e meio! (uma de suas assinaturas).
2- “Smoke on the Water” (Deep Purple)
Maior clássico do Purple e que tem um solo muito interessante do Blackmore. Aqui a maneira (e esforço) ao palhetar em alguns trechos ajusta o timbre e intenção de Ritchie. Não sei se isso transparece no vídeo, mas é pra mim, o macete mais importante pra se chegar nas nuances desse hino do rock and roll.
3- “You Shook Me All Night Long” (AC/DC)
Aqui acho que a dica, entre outras coisas, é o vibrato. Angus Young é mestre nisso e o cuidado em alguns pontos faz a diferença no resultado. Ele põe tanta energia em algumas notas chave do solo que é como se quisesse “furar” o braço da guitarra ! rs
4- “Satisfaction Guaranteed” (The Firm)
Banda de Paul Rodgers (Bad Company) junto com Jimmy Page. Solo melodioso que mistura a digitação padrão ao slide e onde o vibrato exagerado em alguns pontos contrasta com a lenta mudança de algumas notas. O resultado faz a melodia criar a tensão pedida.
5- “Bad Little Doggie” (Gov’t Mule)
Bons glissandos e palhetada firme é a receita! Tema fabuloso do Mule!
6- “Always on the Run” (Lenny Kravitz / Slash)
Música de Lenny Kravitz mas com solo do Slash. Para mim, um clássico em todos os aspectos e o solo caiu como uma luva aqui. O jeito de fazer os bends são assinatura dele aqui e é onde fica a maior atenção.
7- “Hard To Handle” (Black Crowes)
Dois solos com o pedrigree do rock and roll e com abordagens distintas, sendo o segundo mais agressivo. Adoro tocar esse tema nessa versão dos BC e ao vivo uso o TS-9 Ibanez para empurrar meu amplificador Peavey Classic 30 nesse solo dando a “cara” pra ele.
Acho que é o solo mais nervoso que já ouvi do Clapton. No início me parece um “pinch harmonic” entre os bends (e é o que eu fiz), de execução não tão simples. Além disso, o vibrato do Clapton é excepcional. Um dos mais instigantes solos que já toquei dele.
Novamente Clapton dando uma aula. Usando um fuzz e captação do braço, o foco aqui são os bends que alternam entre meio tom e tom inteiro. Meu jeito de observar a intenção nesse solo foi o de percorrer boa parte do solo na corda B (si). Creio que fluiu mais próximo do resultado que ele criou.
10- “Nobody’s Fault But Mine” (Led Zeppelin)
Um dos meus prediletos. Logo após o início do solo tenho a forte impressão que Page usou um recurso muito utilizado na música country que é o bend “behind the nut” (um bend feito pressionando a corda antes da pestana do instrumento - normalmente a 3ª corda (SOL) solta - e que ele já havia usado no solo de “Heartbreaker” e nos harmônicos de “Dazed and Confused”). Eu não repliquei esta técnica porque minha guitarra não funciona bem fazendo isso (além do quê, ele usava encordoamento 00.9 e o meu é 0.10, o que provavelmente dificulta mais ainda). Adaptei este trecho na quarta corda (Ré) fazendo um bend na 5ª casa (SOL) e acho que ficou bem próximo.
Abraços!
Marcos “Lelo” Craveiro
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Review de pedais - Boss DD-3 Digital Delay - Marcos “Lelo” Craveiro
Este pedal é um dos clássicos da BOSS e por muito tempo foi talvez o pedal de delay mais usado, não só por ser compacto, mas por ser de fácil utilização e de clareza no resultado. Em uma rápida pesquisa para saber quais guitarristas consagrados utilizam (ou já usaram) este modelo de delay, surgiram os mais variados nomes e estilos como Joe Satriani (que usa tanto um DD-2 como um DD-3 em seu set), Slash (G’N’R / Velvet Revolver), Ted Nugent, Lindsay Buckingham (Fleetwood Mac), Ritchie Kotzen (Poison/Mr Big), Billy Duffy (The Cult), Joe Bonamassa (Black Country Communion), Joe Walsh (Eagles / James Gang), Jim Root (Slipknot/StoneSour), Munky (Korn), Dave Grohl (Foo Fighters), Gus G. (Ozzy Osbourne), Stone Gossard (Pearl Jam), Brad Paisley (famoso guitarrista Country), Daron Malakian (System of a Down), além dos que usam dois DD-3 em seu set, como Robb Flynn (Machine Head), Mike Stern (renomado guitarrista de Jazz Fusion) e Dave Navarro (Jane’s Addiction / RHCP).
Embora hoje existam delays muito mais completos e de mais recursos que este modelo no mercado, incluindo os da própria Boss como o DD-7 e o ótimo DD-20, o DD-3 não deixa de fazer bem o seu trabalho, e basta mencionar que ele não saiu de linha mesmo com os outros mais modernos sendo lançados, então salvo você tenha usos mais específicos e complexos que fujam das opções oferecidas por ele e ou escolhas de timbragem muito voltadas para a praia dos pedais análogos, ele ainda é muito bem cotado. Aliás, esta “praia” que os análogos abrangem pode ser o calcanhar de Aquiles desse pedal quando se pensa em versatilidade de timbragem. Ao contrário das repetições longas que tem muita clareza e precisão, exatamente por este mesmo motivo eu diria que nas setagens mais curtas (ainda que ele faça o trabalho) o pedal pode não render o resultado com tanta maestria, já que nessas condições os delays análogos - graças à degradação das repetições - criam um resultado mais “quente”. Um bom exemplo é quando se trabalha com Slap Back Echo - efeito típico de delay em estilos como Rockabilly e Country - que fica até bacana com o DD-3, mas não tão orgânico e gordo como se desejaria em repetições curtas nesse tipo de delay digital.
Em repetições longas, já temos o contrário, pois o DD-3 é bem preciso. Como se trata de um pedal com todas as características dos efeitos digitais, ele te proporciona repetições sem a "sujeira" nas repetições com o sinal degradando aos poucos, como seria num dos antigos delays de fita. Eu, particularmente, gosto de repetições longas com estas características dos digitais, mas continuo preferindo algo mais "orgânico" nas repetições curtas, o que não é o caso dele.
No quesito timbre, alguns delays costumam aparentemente "colorir" o resultado, mudando a timbragem ou dando sua "personalidade" ao resultado das repetições. Este pedal não me parece ter esta característica, que pode ou não ser desejada, como por exemplo nos casos do Dan-Echo, da Danelectro, ou mesmo do Echo Park, da Line 6, que parece ter influência no seu timbre, em alguns casos, mascarando-o, mesmo que sutil. Alguns usuários do DD-7, por exemplo, já declararam fóruns afora perceberem uma pequena mudança no timbre limpo da guitarra em suas repetições, o que imagino que ainda que aconteça (e não sei afirmar), entra já na categoria das nossas divertidas excêntricidades como guitarristas, que é vista obviamente como preciosismo para quem não tem “aquele som exato” na cabeça.
Já observei também em conversas com outros guitarristas, além de posts em comunidades e fóruns de discussão afora, alguns comentários dando a entender que o DD-3 é um delay sutil, um delay de pouca pujança. Creio que o que gerou este comentário seja sua utilização com efeitos de distorção extremamente "pesados" vindo antes do DELAY. Quando tentei, por exemplo, utilizar o DD-3 vindo após o pedal “RAT”, da Pro Co, que é um distortion razovelmente pesado, obtive um resultado muito diferente do que consigo normalmente com pedais de overdrive. Nessa situação, com o distortion, o DD-3 respondeu com menor sensibilidade, pois recebeu um sinal mais sujo e forte e que aparentemente dificultou a ação do delay ao recebê-lo e reprocessá-lo com nitidez. Sabendo disso, algumas regulagens eficientes oferecidas no DD-3 podem soar “sutis” para outros quando usado logo após os distortions. Por conta desse teste, hoje meu DD-3 fica na cadeia ANTES dos pedais de drives/distortions. Isso não é regra, é uma opção pessoal. Muita gente prefere inclusive utilizá-los no LOOPING do amplificador para que ele funcione com toda a clareza possível. Nessa condição também muda mais uma vez o resultado quando se coloca drives, fuzzes e distortions na jogada, mas você só saberá o que é melhor pro seu uso pessoal testando. Testei isso em dois amplificadores que possuo, um fender transistorizado e um peavey valvulado e obtive resultados diferentes em algumas situações do meu uso normal. Por fim, achei meu melhor uso colocando o delay na cadeia dos pedais mesmo, entrando no input do amp como todo o resto, mas ficando antes dos drives. A resposta agora das repetições ficou mais clara e definida pro meu gosto pessoal (além de diminuir a teia de cabos que seria necessária para jogá-lo no looping).
O DD-3 delay tem 4 modos (MODE), sendo 3 que acessam o alcance de suas repetições e mais um último chamado HOLD que funciona como um looping de pequeninas frases:
Short (modo 1 – S. 50ms) que começa em 12,5 ms e vai até 50 ms. Talvez o modo de menos uso desse pedal, exatamente pelas situações comentadas anteriormente nesse review sobre repetições curtas demais. Ainda assim, nos samples que gravei, abro com uma espécie de uma simulação de reverber usando este modo extremamente curto que pode quebrar um bom galho.
Middle (modo 2 – M. 200ms) que começa em 50 ms e vai até 200 ms. Também achei com pouco uso este modo,mas ele produz um razoável e eficiente Slap Back Echo que também demonstro nos samples.
Long (modo 3 – L. 800ms) que começa em 200ms e vai até 800ms. Este é de fato o modo que mais se utiliza no DD-3 e que se obtém uma infindável e criativa variedade de usos. Gravei vários samples mostrando regulagens possíves, ora usando temas conhecidos, ora apenas improvisando algumas formas mais ousadas de se abordá-lo.
O último dos MODOS que o DD-3 oferece é um modo chamado "HOLD". Nesta função, que nada mais é que um looping, você deve setar previamente o tempo da repetição e então tocar uma pequena frase, acionando em seguida o pedal e mantendo o footswitch pressionado enquanto desejar que a repetição continue. Assim, ele repetirá esta pequena frase infinitamente até que você solte o footswitch, cessando imediatamente as repetições. Você poderá tocar por cima disso outras coisas enquanto soa sua pequena frase em looping. Ví pouca gente usando essa função no DD-3 pois sua capacidade é muito reduzida, (fica no limiar dos 800ms para capturar uma frase, se assim regulado), ao contrário do atual DD-7 que funciona com um looping de 40 segundos, permitindo que se possa gravar frases longas, bases, etc. Ainda assim, é algo que tem uma aplicação até razoavelmente interessante e que será demonstrado de forma simples no vídeo dos samples.
Por último, o DD-3 oferece também duas formas de saída:
► Uma delas é nomeada apenas como OUTPUT (lado esquerdo do pedal). Se usada sozinha, entrega para o amplificador os sinais em mono mixados (direto limpo e com delay), desde que o outro jack de saída (Direct Out) não tenha nada plugado nele.
► A outra saída é chamada de DIRECT OUT (lado direito do pedal, abaixo do jack input). Serve para que se conecte um outro cabo nela indo para um segundo amplificador, sendo que esta saída só entrega o sinal SEM delay (limpo).
Usado dessa forma, o sinal pode ser dividido em dois amplificadores, dando um resultado estéreo fantástico do delay, reforçando que o sinal que sair do jack OUTPUT entregará apenas o sinal COM DELAY no primeiro amplificador e o sinal que sair do jack DIRECT OUT entregará apenas o sinal SEM delay (sinal limpo) para um segundo amplificador.
Sobre sua construção, os botões do DD-3 são de fácil visualização e o footswitch é melhor do que os da linha da Line6 (reconhecidamente frágeis) e que os da Ibanez (como o DE-7, que apesar de excelente delay, deixa a desejar no foot também). Como todo BOSS, o DD-3 é resistente e, apesar de alguns injustos boatos de que o pedal quebra "fácil", ele tem boa durabilidade. Possuo um DD-3 há muitos anos e nunca apresentou nenhum problema, e isso que o uso bastante tanto em shows como em casa. Creio que os maiores problemas desses pedais (e de parte de seus proprietários) é seu mal uso em relação a escolha da fonte de alimentação, já que delays digitais costumam consumir bastante, e este modelo de 9v DC consome entre 45mA e 65mA. Assim, desconsiderando-se esses cuidados, o que vejo muita gente fazer é ou usar fontes de má procedência ou fontes utilizadas nos seus limites, com vários pedais ligados e trabalhando de modo insatisfatório, com pouca sobra de mA. (Isso quando não improvisam algumas fontes que foram feitas para outros aparelhos).
O pedal peca por não ter a função "Tap Tempo", coisa que o DD-6 / DD-7 corrigiram, e também por uma certa perda de sinal se você tiver vários pedais BOSS na cadeia, mas que só será incômoda se além de você usar vários pedais que roubem sinal, você tiver um timbre extremamente exato e que encontre dificuldades com qualquer pedal que retire até o mínimo de sinal da cadeia.
O pedal funciona bem tanto na cara do amp como no looping. Como disse anteriormente, existem hoje várias excelentes opções no mercado, mas este pedal, quando encontrado por preço justo (costumam ser razoavelmente caros quando novos), é uma excelente opção de delay, além de ser reconhecidamente de fácil revenda. Era provavelmente o pedal mais usado no final dos anos 80. Pelo menos a cada 10 bandas que eu assistia em São Paulo, umas 9 deveriam possuir uma unidade dessas em seus boards !
SAMPLES / SETTINGS
Gravei dois vídeos com samples e várias regulagens (SETTINGS) que abrangem desde músicas conhecidas até arranjos onde se pode criar/ousar um pouco mais, dando assim a possibilidade que aquele que quiser testá-lo tenha um ponto de partida para melhor compreender suas funções e aplicações, coisas que o próprio manual e site da Boss infelizmente não proporcionaram.
Bom, é isso. Espero que o texto e os vídeos possam elucidar um pouco mais sobre este pedal. Os vídeos postados acima são uma pequena atualização dos antigos vídeos que postei anos atrás no Youtube, pois os antigos foram feitos descompromissadamente e sem a intenção de serem compartilhados, foi um auxílio para um amigo que queria entender melhor suas regulagens e formas de uso.
Agora repaginei o antigo vídeo (que fora gravado com uma webcam precária para gerar as imagens das regulagens) e no atual utilizei imagens do pedal com as regulagens de forma extremamentes claras, além de também um áudio editado levemente melhor do que o youtube me permitiu à época.
Ainda assim, vale o comentário e troca de experiência em qualquer dos canais (Youtube ou aqui).
Abraços!
Marcos “Lelo” Craveiro
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Locais originais de onde foram feitas algumas fotos de capas de álbuns famosos.
Alguns sites e blogs afora disponibilizaram fotos e/ou endereços do google maps de onde foram geradas algumas das mais famosas capas de álbuns do rock já feitas. É bem interessante observar os locais das mesmas de outro ponto de vista que não a do conceito final da capa do artista. Reuní aqui algumas que encontrei navegando, mas existem muito mais.
Boa parte foi feita em Nova York, mas há lugares afora espetaculares. Divirta-se!
crédito (credit):
Boa parte do que consta aqui foi encontrado no site da http://www.popspotsnyc.com
visitem este site, vale a pena!
(I recommend visiting this site where some of these pictures were originally posted. Excellent !)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Pedalboard 2013 – Marcos “Lelo” Craveiro
Desde que comecei este blog anos atrás, muita coisa mudou na aparelhagem. Adequando meu set up para aproximar ainda mais meu timbre ao que considero ideal, substituí alguns e eliminei outros. Também acrescentei coisas que se mostraram mais eficazes do que os anteriores, e por fim, alguns foram apenas substituídos por algo que já era sonho antigo. Além de tudo isso, houve uma pequena alteração na ordem dos pedais.
Nessa “dança dos pedais”, saíram do antigo pedalboard:
o overdrive ZW-44 MXR (que era usado como boost) ,
o distortion RAT 2 da PROCO,
o ODM-3 da Newell,
o versátil flanger da Boss BF-3,
e o compressor Marshall ED-1.
► Para ocupar estes postos entraram:
o distortion “Wampler Plextortion”,
o fuzz Voodoo Lab Superfuzz,
um novo flanger (antigo sonho), o MXR Flanger EVH
e um afinador Korg Pitchblack.
► Explicando as mudanças:
Na sessão de distorção do board, eu resolvi substituir o RAT 2, que é um pedal muito bacana, porém, na prática, se mostrou um tanto limitado pela característica mais conhecida dessa unidade: ele achata de tal forma o som que isso compromete os graves. Gostava do timbre dele, mas isso sempre me incomodou. Somado a isso, havia também um pouco mais de rispidez do que meu gosto pessoal admitia no som final, e essa característica só era diluída se eu usasse uma boa dose de delay, coisa que normalmente não faço em solos e bases (prefiro um som mais cru, mais próximo de como era feito nos 70’s). Aliado a isso, sua equalização não me deixava opções, já que seu único knob de “filter” apenas abafava em demasia o resultado. Eu acho que ainda assim ele teria algumas utilizações, mas era de uso reduzido demais pro meu repertório.
Precisando de algo mais versátil que me entregasse mais ganho sem perder peso, optei pelo Wampler Plextortion.
Essa unidade, por enquanto, vem se mostrando muito melhor em todos esses quesitos. Sua equalização é a melhor que já ouvi em um pedal (a wampler é sensacional nisso). Tem mais opções, pois conta com treble, middle and bass, além de uma chave que alterna do modo “vintage” pra “modern”, sendo o modo vintage mais abafado mas sem prejudicar o resultado.
Por conta de todas estas características, me desfiz também do pedal da Newell ODM-3 que tinha a função de timbrar aquilo que o RAT não fazia: uma distorção com mais “gordura”, menos ríspida, característica essa que o Wampler Plextortion faz com um pé nas costas (sendo este último centenas de vezes melhor), então ambos caíram fora pra deixar apenas o Plextortion em seus lugares.
O ZW-44 Zakk Wylde overdrive era meu segundo booster. Cumpria a função de empurrar o drive do amp sem carregar nos médios, com o plus de não roubar os graves assim como o TS-9 o faz.
O TS-9 é bem eficaz nessa função de fazer os médios saltarem dando esse sabor anos 70 pro timbre, e quando empurra o drive do amp valvulado, ele se destaca no mix da banda, porém, algumas vezes sentia falta de peso dependendo do tema que estava executando. O ZW-44 conduzia até que mui bem esta função de boost com mais peso, mas eu sempre achei esta unidade muito ruidosa, certamente um problema de projeto, já que tive anteriormente um clone que fazia os mesmos ruídos.
Com a entrada do Plextortion, passei também a usá-lo para cobrir esta função do ZW-44 no set, bastando acertar seu ganho e equalização para tanto, onde ele deixa de cumprir a função de distortion no canal clean do amp e passa agora a empurrar o canal drive do amp. Ainda estou em fase de testes dessa forma de uso, mas ele já se mostrou bem mais eficaz e orgânico, sem falar que é extremamente silencioso.
O compressor Marshall saiu do board para entrar um pedal que ainda não possuo, que é um clean boost no meio da cadeia, provavelmente um Xotic RC Booster. Não me adaptei ao uso do compressor no fim das contas. Ele é útil sim, e tem muitos usos, mas aqui o que vale é o resultado pro meu som, e pra isso, a pouca utilidade somada à minha grande inépcia ao empregá-lo a serviço das minhas necessidades me fizeram desistir da ideia de mantê-lo ali. Hoje seu lugar no board é ocupado por algo mais útil, um afinador Korg Pitchblack, pois uma vez que passei a usar mais uma Les Paul sem micro afinação, (coisa que minha Heartfield da Fender possui), precisei corrigir mais a afinação ao vivo.
O flanger BF-3 Boss saiu do set por um único motivo: meu fetiche por um MXR Flanger. A coisa aqui é somente pela procura do timbre exato, algo totalmente pessoal. O Boss não me deixou na mão no que era necessário, e até tem muito mais funções que o MXR, mas aconteceu uma daquelas oportunidades imperdíveis de um parente me trazer dos EUA uma unidade dessas, então seu preço virou totalmente pagável, ao contrário aqui do Brasil onde ele normalmente custa algo irreal e impraticável. O MXR FLANGER EVH tem como vantagem em relação ao Boss o peso no timbre e uma facilidade de setagem que sempre o deixa orgânico. O Boss tem menos peso e requer mais prática do guitarrista em achar o ponto exato do que você procura. Mas de contra, é só. A versatilidade do Boss era invejável, além do que, ele possuia tap tempo, era estéreo, tinha gate/pan e simulava bem outros efeitos como um rotary speaker, então, no fim das contas, o som que estava “colado” nos meus ouvidos do “timbre exato” do MXR foi seu fator crucial pra trocar o boss no meu set up.
Por fim, consegui adquirir um pedal que é hoje extremamente usado no repertório que toco por aí: um Fuzz ! e o escolhido foi o Voodoo Lab Superfuzz.
Ele entrou não para substituir outro pedal, mas para aumentar a variedade de timbragens da parte dos drives. Muita coisa que toco é dos anos 60 e 70, época que o fuzz era base de boa parte do que foi gravado no rock. O problema é que eu queria um fuzz que não fosse “sujo” demais, indefinido demais. Como é um tipo de efeito que varia muito de acordo com a guitarra/captação e amp, resolvi tentar este fuzz da voodoo lab que pelo que eu ouvia, tinha uma “cara” de overdrive setentista, mas que não deixava de soar como um bom fuzz de acordo com a regulagem, porém, sempre com uma boa dose de definição. Não afirmo que ele é o fuzz “definitivo” no meu set, mas gosto bastante de seu timbre. Ele também pode ser usado como boost em determinadas situações, oferecendo uma opção a mais de sonoridade, além do que, uma vez sendo boostado, ele possui um bonito sustain, típico de bons pedais de fuzz. Não é um fuzz de germânio, é de silício, e acho que só notei um “contra”, que é uma boa dose de ruído, coisa que não sei se é normal em todo e qualquer fuzz.
Após a entrada e saída de todos estes pedais, mexi também na ORDEM DOS PEDAIS. No meu antigo set, o TS-9 era meu último pedal da cadeia, pois só boostava o amp. Hoje ele é o primeiro da cadeia de drives, pois ele atua também como boost do fuzz em algumas situações.
Bem, após tudo isso, meu atual set tem a seguinte ordem:
Guitarra ► Vox Wah - Korg Pitchblack Tuner - MXR Phase 90 (block Logo w/ R28 mod ) - MXR EVH Flanger - Boss DD-3 Delay - Ibanez TS-9 - Wampler Plextortion - VoodooLab Superfuzz ► Input Amp
completa o set um Baby Booster "Hobbertt" (clean boost plugado no loop do amp) e o Power Supply - 1A by "Big Effects" .
Meu set saiu publicado na página de pedalboards dos leitores da Premier Guitar.
Primeirão de 2013 !
Abraços!
Marcos “Lelo” Craveiro
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Review de pedais - Boss BF-3 Flanger - Marcos “Lelo” Craveiro
Adoro alguns modelos de flangers, como o MXR e os da EHX, e sei que soam até mais orgânicos, mas os altos preços desses modelos me levaram à época que escrevi este review a tentar o modelo da Boss.
Bom, um dos problemas com efeitos, principalmente modulações, é a falta de paciência do guitarrista em procurar aquilo que o pedal de fato oferece e encaixá-lo no seu som, então, procuro nos meus samples apresentar as regulagens de alguns temas conhecidos dentro (ou fora) do classic rock (que é minha praia), tentando sugerir possibilidades, e de onde possam partir para encontrarem suas próprias regulagens, lembrando sempre que a pegada do guitarrista e o conjunto “guitarra / captador / amplificador / efeitos adicionados” são primordiais para resultados satisfatórios, e é claro: ter um objetivo para usar o efeito irá ajudar bastante, pois tem quem apenas cisme em adquirir um efeito, sem saber ao certo do porquê irá utilizá-lo, e como não se trata de uma pedaleira com patches prontos, vai precisar de algum tempo se ajustando ao efeito.
O BF-3 Flanger é um upgrade do famoso BF-2. É estéreo, tem também uma entrada específica para contrabaixo, e possue a função TAP TEMPO. Como existem manuais disponíveis dessa linha de pedal para download, vou tentar dar uma abordagem levemente pessoal a suas funções misturando com as definições do manual.
Bem, seus knobs consistem em:
1) RES (resonance) / MAN (manual) - é aqui que você faz o que seria um tipo de ajuste de “tone” no seu flanger, sendo:
- Resonance: Ajusta a quantidade de feedback do efeito. Virando o knob à direta você enfatiza mais o som de flanger e mais forte tornar-se a característica do efeito. Este parâmetro controla o efeito de “vai e vem”. No entanto como este efeito está diretamente ligado a quantidade de desafinação (depht), se vc alterar o depht, deve também regular novamente o ressonance para chegar no tempo desejado. O alcance desta função varia de acordo com o modo selecionado.
- Manual: Ajusta o centro da frequência onde o efeito será aplicado. A faixa (indo para algo mais agudo) aumenta virando o knob à direita (no sentido horário), então, do contrário, se você partir com o knob todo voltado para esquerda (7h) você notará que ele atua numa faixa mais grave, ou menos aberta, e vice versa, ou seja, quando o knob estiver totalmente girado para direita (5h), você notará uma ampliação da abertura do efeito. Uma dica pra perceber como age este knob de forma evidente é deixá-lo girado completamente para um dos lados, colocar os knobs restantes em 12h, e jogar o MODO de flanger em ULTRA. Abafe o som das suas cordas e bata ritmicamente escutando o resultado da onda, depois gire o knob manual completamente para o outro lado e repita a operação. Assim ouve-se perfeitamente a faixa onde ele está trabalhando. Pode-se fazer o mesmo com o “Resonance”, lhe dará uma idéia melhor de atuação.
3) Rate: controla a velocidade da oscilação do efeito, acelerando o mesmo ao girar o knob à direita.
(► nota: a função “tap tempo” do pedal atua sobre este parâmetro, só que com a possibilidade de ajuste pelo footswitch, em tempo real);
4) MODE (modos ou funções) –
são 4 : a) Momentary b) Gate – Pan c) Standard d) Ultra
Sendo que:
a) Momentary – você ajusta os parâmetros do efeito como desejado (que funcionarão no modo STANDARD nessa função), e só quando pisa e mantém pressionado o footswitch é que o efeito atua, soltando o foot, o efeito cessa imediatamente. O efeito sempre parte (inicia) do grave nesse modo. Indicado para pequeninos trechos onde acionar e desacionar dessa forma é bem mais rápido e eficiente do que seria do modo regular, permitindo a adição do efeito no exato ponto desejado do fraseado;
b) Gate / Pan -
Quando usado em MONO, soará como um efeito de GATE, onde o sinal é recortado (como um “engasgo” sonoro, mudanças bruscas de volume de forma alternada) pois ficará oscilando entre o canal A (onde o sinal passa) e o canal B (onde não existe som, pois nenhum cabo está plugado).
Quando o pedal é usado em ESTÉREO (ambas as saídas do pedal - A e B - sendo usadas), soará como PAN, ou seja, o efeito ficará passeando de um lado para o outro, na velocidade e profundidade que for setado, o que sugere um efeito tridimensional, transmitindo a sensação de rotação. Ligado em duas caixas em lados opostos do palco, torna-se algo fantástico;
c) Standard – é a função padrão (e mais usada) do Flanger, como era no modelo anterior, BF-2;
d) Ultra – é uma função, como o nome sugere, para “turbinar’ seu flanger, exacerbando o efeito, seria algo como o modo standard dobrado, o “jatinho” vira “concorde” aqui ahaha, e é a função mais fácil de se “errar a mão” ao ajustar e ou usar, mas com paciência te permite algumas inovações;
O “tap tempo” tem a velocidade demonstrada pela variação de cor do LED (a velocidade que alterna é a mesma que o led muda de verde para vermelho), e para acionar essa função, basta pressionar o foot e segurá-lo por 2 segundos.
Seu consumo (segundo o manual) é de 40mA, menor que o delay digital da Boss, e este modelo automaticante se liga quando você conecta na fonte (não é defeito, é assim mesmo). Dependendo do tipo de captação do seu instrumento (se ele injetar muito sinal), pode (não obrigatoriamente) haver algum tipo de distorção no sinal em algumas regulagens, que é facilmente compensado mexendo sutilmente no knob de volume do instrumento. Exatamente por essas características, eu recomendo que você teste seu flanger ANTES dos drives. Dessa forma não há uma mistura do som já distorcido vindo dos pedais de drive somado ao resultado do flanger, o que pode ocasionar um boost de médios não agradável (coisa rara pelos relatos de amigos). Isso não é obrigatório, e também não se configura no “jeito certo”, é apenas uma sugestão para que você experimente.
Ao vivo, meu som de drive vêm do amplificador, e como ligo minhas modulações no input do amplificador, tenho-as sempre antes do drive... antigamente os pedais de ganho do meu pedalboard eram normalmente usados antes das modulações, porém, novas aquisições me fizeram mudar toda ordem na cadeia de pedais, tendo-os todos após as modulações.
Uma dica para quem resolver experimentar este modelo de pedal - e quiser retirar melhores resultados de algum som específico de FLANGER é ter em mente que os knobs “Res / Man”, são determinantes no ajuste fino. E quando digo “ajuste fino” é realmente entender que um “mínimo ponto” movido pode ultrapassar a linha do que o deixaria com o som mais METALIZADO, ou, retirar exatamente aquele “a mais” indesejável, mantendo tanto a característica do efeito de “vai e vem” que você perseguir, quanto aquele som mais “entubado”, que é uma bonita característica de uso dos flangers, e que estão nesse limiar onde você pode também errar a mão no ajuste. Se você encontrar o ponto certo na faixa do knob “Manual”, então ao trabalhar com o knob “RES” faça-o de modo a girar minimamente, e ao mesmo tempo, dar esse mesmo cuidado ao DEPTH, pois RES e DEPTH nesse momento trabalham em conjunto. (Dito isso, acredito que qualquer teste em lojas onde você está sempre sendo apressado pelo vendedor passa a ser mais difícil de notar qualquer dessas nuances).
Flanger teve seu “auge” (ou seu uso abusivo, como preferirem) nos anos 80, principalmente sendo usado nas bandas pops e new waves, mas muitos clássicos do rock apresentaram seu uso, como em canções do Van Halen, do Police, do Led Zeppelin, Deep Purple entre outros...
Como sempre, procuro aproximar as regulagens de algumas músicas e demonstrar as regulagens para aqueles que nunca tiveram um - ou que compraram um mas não tiveram paciência em regular - possam partir de alguma base.
Espero que os samples sejam úteis, e como sempre, espero a compreensão de que se trata de um “lado do prisma” de como abordar este efeito, e em especial, este modelo de pedal, e que não seja encarado como “a única” forma de observar o mesmo. Você certamente poderá utilizá-lo de forma até melhor adequando ao seu gosto e necessidades.
Os samples foram gravados no meu PC usando um simulador de cabinet da “Big Effects”, que me permite jogar o som pra dentro do micro sem problemas de captação por microfone, e em alguns samples, alguns pedais como compressor (Marshall ED-1), overdrive (TS-9 e ODM-3 Newell) e delay (Boss DD-3) foram utilizados pra compor a idéia. O reverber foi adicionado sempre depois, pois o simulador de cabinet não possui reverber como na média dos amplificadores. A guitarra utilizada foi minha Fender Talon IV Heartfield, que possui dois Humbuckers DiMarzio Paf Pro, ponte e braço, e um single coil fender no meio. Quando utilizo o single nos samples, este está sempre ligado junto ao Humbucker da ponte, mas com este último splitado (SC + HB split).
- FLANGER NO MODO STANDARD
2) “Purple Rain” (Prince): escolhi este som pra mostrar o clássico som do Flanger dos anos 80, guita clean, (SC + HB ponte split);
3) “When the Leeve Breaks” (Led Zeppelin): clássicão “lado B” do Led (que sempre cito bastante nos meus samples :D ). O fato curioso aqui é que pus todos os knobs do flanger em 12h e procurei algo que pudesse tocar dessa maneira, onde não precisaria pensar em nada de regulagens, e deu nisso... fiz o mesmo com o Delay da Boss (DD-3) quando o adquiri, como forma de ver o que o efeito me oferecia, e tambem obtive muitos resultados de onde “partir” em busca de outros. É minha maneira pessoal de dizer “olá” ao novo efeito; (SC + HB ponte split)
4) “Every Breath You Take” (Police): Esta banda usa e abusa de Flanger. Pensei em gravar uns 10 trechos seguidos só de coisas do Police por conta disso, pois esse pedal parece feito pra esta ótima banda. Aproveitei o mesmo caso citado acima, o dos knobs em 12h, pra obter o resultado aqui. Só que dessa vez, por coincidência, eu tinha uma Backing Track de baixo/bateria/teclado dessa canção e usei pra gravar a guitarra por cima. O drive usado é um TS-9. (HB ponte)
5) “Nobody´s Fault but Mine” (Led Zeppelin): Flanger é muito associado aos sons dos anos 80, mas e “rock dos 70”? muitos clássicos usaram este efeito, e aqui nessa intro, foi usado até de forma nada sutil, nessa pilha de guitarras, com drive estilão marshall (produzido pelo ODM-3 da Newell). Os exemplos que usei anteriormente eram, até então, com som clean, então abri a parte de sons com drive com este tema. A curiosidade fica por conta de que ao vivo, Jimmy Page usava um MXR phaser 90 pra tocar esta mesma intro; (HB ponte)
6) “You Fool No One” (Deep Purple): Ritchie Blackmore usou muito Flanger, principalmente no álbum “Burn” de 1974, ou seja, metade da década de 70. Retirei dois exemplos desse álbum, sendo este o primeiro, onde ele usa o flanger com ótimo resultado, sem ser de forma abusiva, e com drive mais controlado também; (SC + HB ponte split)
7) “Mistreated” (Deep Purple): segundo exemplo do album “Burn”, dessa vez o flanger soa mais proeminente e o “Rate” é menor, deixando-o soar mais profundo e com menos “vai e vem”, além de estar somado a um drive mais forte; (SC + HB ponte split)
8) “Don´t Tell Me [What Love Can Do]” (Van Halen): como vinha diminuindo o RATE, cheguei nesse sample com ele no mínimo. O intuito aqui foi usar o Flanger com o knob RATE zerado e tentar obter uma “aproximação” dessa música, onde o flanger soa sem o “vai e vem” de forma evidente. Nota: eu não afinei o mizão em ré, como é o padrão dessa música, fiz uma adaptação tocando um power chord invertido pra obter um resultado próximo. (HB ponte)
(YOUTUBE)
1) “She Sells Sanctuary” (The Cult): intro dessa música, usada pra demonstrar o flanger no modo mais proeminente. (HB ponte)
2) “No Quarter” (Led Zeppelin): testando o modo “Ultra”, comecei a fugir do óbvio dessa função e acabei por encontrar esta regulagem, que me fez experimentar montar um arranjo para guitarra do “piano elétrico” dessa canção. Achei a função extremamente interessante e já faz parte das minhas regulagens favoritas, onde ele lembra um tremolo, mas dá um leve sabor do Flanger ao mesmo tempo. Aqui os knobs “RES / MAN” estão exatamente de lado opostos. (HB ponte + HB braço)
3) “Tema improvisado” (feito por mim): montei um tema pra usar o flanger no modo mais forte deste flanger, o “ultra”, porém, tentei deixar o efeito não encobrir a idéia, pois usar mal esta função impede seu uso de forma “musical” e o transforma em apenas um amontoado de modulação; (SC + HB ponte split)
- FLANGER NO MODO GATE / PAN
2) “Won´t Get Fooled Again” (The Who) – aproveitando as mesmas características do sintetizador dessa música e fazendo o arrando transposto para guitarra, com o Flanger nesse modo;
- FLANGER NO MODO “MOMENTARY”
Abraços!
Marcos “Lelo” Craveiro






